quarta-feira, 04 de março de 2026

Justiça converte prisão em flagrante em preventiva por tentativa de feminicídio após homem atropelar ex-companheira em Olivença

Autor jogou o carro contra a moto da vítima, que caiu desacordada, e continuou as agressões. Advogada Júlia Nunes defendeu a tese de feminicídio, acatada pelo Juiz que manteve a prisão.

Um caso de violência doméstica em Olivença, inicialmente registrado como lesão corporal, teve sua gravidade elevada a tentativa de feminicídio pela Justiça. O Juiz homologou a prisão em flagrante do agressor e a converteu em prisão preventiva na manhã desta segunda-feira, 01, entendendo que o homem representa risco para a vítima e para a sociedade.

O crime ocorreu na madrugada do último domingo, 30, por volta das 03h08, na Rua da Prefeitura.

Segundo a advogada Júlia Nunes, que defende a vítima, o ato do agressor ultrapassou o caso de lesão corporal. A advogada revelou que a mulher foi atacada quando estava em uma motocicleta: o homem jogou o carro que conduzia contra o veículo, fazendo com que a ex-companheira, que estava na garupa com um compadre, caísse na rua desacordada.

O autor da violência, que já tinha histórico de agressões, então colocou a vítima dentro do carro e a levou para casa, onde as agressões continuaram até a chegada dos pais da mulher, que impediram novos ataques.

O caso levou a guarnição do GPM de Olivença (7º BPM) a efetuar a prisão em flagrante do homem no local, após constatar as lesões na vítima. O autor foi conduzido ao CISP de Santana do Ipanema.

A advogada Júlia Nunes destacou que a tese de tentativa de feminicídio foi levada à audiência de custódia e acatada pelo Ministério Público, na figura do Promotor Dr. Thiago Riff.

“O Ministério Público também não concordou com uma lesão corporal. Como pode ser apenas lesão corporal quando você joga o carro contra uma pessoa e permanece agredindo-a desacordada? Isso foi uma tentativa clara de feminicídio”.

declarou a advogada.

O Juiz homologou a prisão em flagrante e fez a conversão para preventiva, concordando que o agressor é um risco. “Ele é um risco não só para a vítima como para a sociedade,” reforçou Júlia Nunes.

O caso serve de alerta para mostrar a muitos agressores que “eles não estão acima da lei e que eles não mandam na vida de suas companheiras ou ex-companheiras”. A advogada encorajou as vítimas a buscarem ajuda o quanto antes.

“Mulher, se você sofre agressões e está presa dentro de um relacionamento abusivo, não se cale, procure os canais de denúncia, e isso pode salvar a sua vida”, enfatizou a advogada.

Por: Thyara Ravelly (@revisoes_ravelly) – colaboradora do ITNoticias.com.br

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