Nova fase das investigações mira bancos e fraudes em empréstimos consignados; depoimentos de peso abrem a agenda da comissão nesta quinta-feira.

A CPMI do INSS retoma seus trabalhos na próxima quinta-feira (05) com a promessa de endurecer as investigações sobre um esquema bilionário que atingiu diretamente aposentados e pensionistas brasileiros. Relator da comissão, o deputado federal Alfredo Gaspar afirmou que a nova fase da CPMI vai apertar o cerco contra bancos, agentes públicos e todos os envolvidos nas irregularidades dos empréstimos consignados.
A segunda etapa das investigações começa com os depoimentos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; Maurício Camissoti, preso na Operação Sem Desconto da Polícia Federal; e do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Segundo o relator, a comissão amplia agora o foco, que antes estava concentrado nos descontos associativos, para avançar sobre os consignados.
“Fizemos a primeira parte da comissão de inquérito focada no desconto associativo. Foi aí que se descobriu um grande número de aposentados e pensionistas lesados, envolvendo aproximadamente sete bilhões de reais. Agora vamos continuar com os descontos associativos e acrescentar os empréstimos consignados. Esses primeiros depoimentos são de grande importância para que possamos entender como as instituições bancárias têm relação com essas irregularidades, que fizeram e fazem tantas vítimas no país”, afirmou o deputado.
Alfredo Gaspar explicou que a escolha das instituições investigadas teve como base dados oficiais do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), e criticou a blindagem de bancos durante as votações da CPMI. “Solicitei a relação das dez instituições com mais problemas para aposentados e pensionistas. A base governista blindou quatro instituições: C6, Santander, PicPay e Crefisa. As que conseguimos convocar, entre elas o Banco Master, têm comprovação de irregularidades, com bilhões de reais em jogo nos empréstimos consignados”, disse.
O relator lembrou ainda que, em outubro de 2025, já havia alertado as autoridades sobre a gravidade da situação e cobrado a suspensão das operações de consignados sob suspeitas de fraudes. “Agora chegou a vez de aprofundarmos a investigação e cobrarmos respostas, para que seja feita justiça a tantas vítimas e para que os responsáveis por esse crime bilionário sejam identificados e presos”, concluiu.
Por: Assessoria de Comunicação



