A mudança foi comunicada internamente aos trabalhadores, mas ainda não houve detalhamento oficial sobre o destino das equipes.

Cerca de 500 servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Maceió deverão deixar o prédio-sede do órgão, localizado na Avenida Dias Cabral, no Centro da capital, onde parte da estrutura administrativa da pasta funciona há mais de duas décadas. A mudança foi comunicada internamente aos trabalhadores, mas ainda não houve detalhamento oficial sobre o destino das equipes.
Segundo servidores ouvidos pela reportagem, a previsão é que os setores administrativos sejam transferidos para prédios alugados em diferentes pontos da cidade. Eles afirmam que ainda não receberam informações claras sobre o cronograma da mudança nem sobre as condições estruturais dos novos locais de trabalho. Técnicos da área de gestão da saúde ouvidos pela reportagem avaliam que a dispersão das equipes administrativas pode impactar o funcionamento interno da Secretaria, responsável por coordenar políticas e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.
O prédio da Avenida Dias Cabral passou por uma reforma de grande porte há menos de dez anos, realizada com recursos públicos e orientação do Ministério da Saúde, com o objetivo de adequar o espaço ao funcionamento da gestão municipal do SUS. Entre os servidores, a decisão provocou preocupação e insatisfação. Um funcionário que pediu para não ser identificado afirmou temer prejuízos às condições de trabalho. “A informação que recebemos é que iremos para prédios alugados e sem a estrutura que temos hoje. Isso preocupa quem trabalha diretamente com a gestão da saúde”, disse.
Outra servidora relatou sentimento de frustração após anos de trabalho no local. “Depois de mais de 20 anos atuando aqui, a notícia foi recebida com tristeza. Muitos colegas ainda não sabem para onde serão transferidos”, afirmou. Também há questionamentos sobre a ausência de debate prévio com instâncias de controle social. Um servidor afirmou que o Conselho Municipal de Saúde, órgão que acompanha e fiscaliza as políticas públicas do setor, não teria sido consultado antes da decisão.
Segundo relatos, o ambiente entre os trabalhadores é de incerteza e apreensão diante da mudança. Servidores afirmam que aguardam esclarecimentos oficiais sobre os motivos da transferência, o destino das equipes e as condições estruturais dos novos espaços de trabalho. A reportagem procurou a Prefeitura de Maceió e a Secretaria Municipal de Saúde para comentar a mudança e informar o planejamento para a transferência dos servidores, mas não havia recebido resposta até o fechamento desta edição.



