quarta-feira, 25 de março de 2026

Caso Flavia Barros: Diretor de conjunto penal da Bahia é exonerado após suspeita de feminicídio

Tiago Sóstenes Miranda de Matos teve saída confirmada pela Seap-BA; crime ocorreu em hotel de Aracaju após casal participar de show.

O diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, Tiago Sóstenes Miranda de Matos, foi exonerado do cargo após ser apontado como principal suspeito de matar a namorada, a empresária Flávia Barros, de 38 anos. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 23, pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA).

De acordo com a pasta, a exoneração será oficializada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira, 24. Tiago havia sido nomeado para a função em 29 de maio de 2025 e, segundo a secretaria, não possuía histórico de cargos anteriores na área.

O crime ocorreu na madrugada de domingo, 22, em um hotel na capital sergipana, onde o casal estava hospedado. Conforme as informações preliminares, após efetuar disparos contra Flávia, Tiago tentou tirar a própria vida.

A empresária não resistiu aos ferimentos. Já o suspeito foi socorrido com vida e encaminhado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), em Aracaju, onde permanece internado. Segundo boletim médico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o quadro dele é considerado estável.

Flávia Barros era natural de Santa Brígida, na Bahia, e morava há anos em Paulo Afonso. Ela havia completado 38 anos no último dia 15 de março. Segundo relatos de amigas, na mesma data, teria sido pedida em namoro por Tiago.

O casal havia viajado junto para Aracaju, onde participou do show do cantor Rey Vaqueiro, no sábado (21), um dia antes do crime.

O corpo da empresária foi velado em Paulo Afonso, reunindo familiares e amigos em um momento de forte comoção. Após a despedida, o corpo foi levado para Canindé de São Francisco, em Sergipe, onde o sepultamento ocorreu no fim da tarde de segunda-feira (23).

Em nota, a Seap-BA informou que o servidor não respondia a processos administrativos disciplinares e possuía histórico funcional considerado regular, sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indícios de instabilidade emocional. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Fonte: Fan F1

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