quarta-feira, 01 de abril de 2026

Em Brasília, JHC tropeça nas próprias palavras, e confirma a fama da família

A missão era simples ou deveria ser. Convencer lideranças nacionais de que ele era diferente.

Em busca de um partido que acomodasse toda a sua família política, JHC chegou à capital federal carregando um fardo conhecido: a sombra do pai, o ex-deputado João Caldas, eternamente associado ao título de “sanguessuga” e à reputação de não honrar acordos.

A missão era simples ou deveria ser. Convencer lideranças nacionais de que ele era diferente.

Não deu.

Em uma conversa com um cacique partidário, JHC deixou escapar o roteiro real: “Vou anunciar candidatura ao Governo para atrair os vereadores para a chapa e depois migro para o Senado.”

A reação foi imediata. A impressão, péssima.

Num único deslize, JHC entregou tudo: a candidatura ao governo seria apenas uma isca. Os vereadores, peças descartáveis num tabuleiro que só ele controla. O Senado, o destino de sempre, disfarçado de sacrifício.

Em Brasília, onde a memória política é longa e e a noite, ainda mais, a frase correu rápido. E a conclusão foi unânime: Tal pai, tal filho. O acordo foi feito para ser descumprido.

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