Animal era monitorado por especialistas e havia comovido moradores ao longo do litoral alagoano.

Uma notícia chocante abalou defensores da fauna marinha e a população de Alagoas nesta quarta-feira (01). O Instituto Biota de Conservação confirmou que o elefante-marinho encontrado morto na Praia de Lagoa Azeda, no município de Jequiá da Praia, era o animal conhecido carinhosamente como Leôncio.
De acordo com o diretor do instituto, Bruno Stefanis, o exame de necropsia revelou que o mamífero não morreu de causas naturais, mas foi vítima de extrema violência. O laudo aponta que Leôncio foi abatido com o uso de instrumentos perfurocortantes.
Os peritos identificaram marcas severas no corpo do animal, incluindo a mutilação de diversos ossos, o que indica que os golpes foram desferidos enquanto ele ainda estava vivo. Sinais evidentes de hemorragia reforçam que o elefante-marinho sofreu antes de morrer.
Leôncio vinha sendo monitorado desde o dia 11 de março, após ser visto em diferentes pontos do litoral alagoano, como Barra de Santo Antônio, Maceió e Barra de São Miguel. Durante esse período, o animal chamou a atenção e conquistou moradores por onde passou. Segundo o Instituto Biota, o comportamento de permanecer fora da água era considerado normal, especialmente por estar em processo de troca de pelagem, e o animal apresentava bom estado de saúde sob acompanhamento veterinário.
Diante da gravidade do caso, o relatório detalhado da necropsia será encaminhado ao Ministério Público de Alagoas. A expectativa é que as autoridades iniciem uma investigação rigorosa para identificar e responsabilizar os autores do crime ambiental.
Em nota, o Instituto Biota lamentou profundamente o ocorrido e destacou que todos os esforços técnicos foram empregados para garantir a segurança e o bem-estar do animal durante sua passagem pelo estado. A entidade afirmou ainda que seguirá colaborando com informações técnicas para que o caso não fique impune.
Por: Assessoria de Comunicação



