Advogado afirma que militar, acompanhado por defensor, se apresentará ao batalhão onde é lotado; equipe de defesa critica buscas na residência realizadas durante investigação.

A defesa do policial militar de Sergipe acusado de matar Diego Amaro informou nesta quarta-feira (8) que o acusado se apresentará de forma espontânea ao batalhão em que é lotado, para que os procedimentos administrativos e legais sejam adotados. Segundo o advogado, que acompanhou o militar, a apresentação ocorrerá ainda hoje.
O advogado criminalista, Dr. Pedro Jorge Bezerra, assume a defesa do militar suspeito do caso Diego Amaro. Em sua primeira declaração o Dr. Pedro Jorge afirmou: “Vejam, o Processo Penal no Brasil, cujo principal objetivo deveria ser preservar a inocência durante o processo e apurar a verdade real dos fatos, sem estardalhaços e respeitando absolutamente todos, sem distinção de hierarquia ou posição social, não pode servir a interesses controvertidos, totalmente alheios ao que define a Constituição Federal. A apresentação do militar foi solicitada pelo Comando do Batalhão de Polícia onde o mesmo serve em Sergipe, definida e aprazada para o dia de hoje às 10 da manhã, local onde o mesmo ainda se encontra à disposição da Polícia Civil da Bahia. Não foi absolutamente nenhum outro, a não ser esse ora declinado, o motivo pelo qual o militar não foi encontrado em sua residência em Piranhas.”
De acordo com a defesa, o delegado responsável pela investigação havia solicitado que o policial se apresentasse voluntariamente — pedido que, segundo os advogados, seria atendido nesta quarta-feira. No entanto, a Polícia Civil deflagrou uma operação que incluiu buscas na residência do militar, medida que surpreendeu a família e a equipe de defesa.
O advogado classificou a atuação da Polícia Civil como desnecessária, argumentando que a apresentação espontânea já havia sido acordada entre o investigado e a autoridade responsável pela apuração. A defesa também informou que avaliará medidas cabíveis diante das buscas realizadas.
A Polícia Civil, por sua vez, não havia se manifestado oficialmente até a publicação desta reportagem. O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil da Bahia.



