Três pessoas foram conduzidas para a delegacia foram ouvidas e liberadas, mas delegado irá pedir a prisão dos envolvidos.

Após cerca de 30 horas de intenso trabalho investigativo, as forças de segurança conseguiram identificar os envolvidos no assassinato de Cícero Rosa, crime registrado no Sítio Curralinho, zona rural de Inhapi, no Alto Sertão de Alagoas na segunda-feira, 18. A vítima foi morta com vários disparos de arma de fogo, em um caso que, segundo as investigações, pode estar relacionado a agiotagem e acerto de contas.
De acordo com as informações apuradas pelo IT Notícias, o crime teria sido planejado na residência de um deficiente físico. Ainda segundo as investigações, dois homens foram até o local, onde arquitetaram a execução e posteriormente praticaram o homicídio. A polícia trabalha com a linha de que os suspeitos teriam sido contratados para matar Cícero Rosa.
As investigações avançaram após o deficiente físico confessar detalhes do crime ao delegado Rodrigo Rocha Cavalcanti, revelando informações que ajudaram na identificação dos executores e na dinâmica da ação criminosa.
Participaram da operação o GPM local, o setor de inteligência, a Polícia Civil do CISP da cidade e a Secretaria Municipal de Segurança Pública, que forneceu imagens do circuito de monitoramento. As gravações foram consideradas cruciais para a elucidação do caso e para a identificação dos suspeitos envolvidos no homicídio.
Ainda segundo informações obtidas pelo IT Notícias, o crime pode estar ligado a cobranças de dívidas. Cícero Rosa emprestava dinheiro e teria realizado cobranças recentes a um devedor, que vinha fazendo ameaças por não conseguir cumprir o acordo de pagamento na data prevista.
Conhecido como uma pessoa querida e empreendedora, Cícero Rosa era bastante conhecido na região, e sua morte provocou revolta e tristeza entre familiares, amigos e moradores do Alto Sertão.
Os três suspeitos chegaram a ser intimados, prestaram depoimento na delegacia e foram liberados. No entanto, a Polícia Civil deverá solicitar à Justiça a prisão dos envolvidos para que permaneçam à disposição das investigações e do Poder Judiciário.



