Peça partidária aborda insegurança sobre recursos previdenciários e reforça debate político em Alagoas.

O partido Podemos em Alagoas voltou a abordar o caso envolvendo a aplicação de mais de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (IPREV) no Banco Master em suas inserções partidárias exibidas na televisão.
Na nova peça, o partido destaca a preocupação de aposentados diante das incertezas relacionadas ao destino dos recursos previdenciários e às discussões sobre a segurança dos investimentos feitos pelo instituto.
A propaganda, veiculada nos últimos dias, tem como personagem principal um idoso que expressa apreensão quanto ao futuro financeiro de aposentados e pensionistas. Em tom emocional, a inserção busca retratar o sentimento de insegurança de parte dessa população em relação à gestão dos recursos acumulados ao longo da vida de trabalho.
Sem citar nomes diretamente, o conteúdo associa o episódio ao debate político e eleitoral de 2026, destacando a responsabilidade dos gestores públicos na administração dos fundos previdenciários municipais.
Em um dos trechos, a peça afirma: “Quando um político tira o dinheiro guardado pelos aposentados e dá para banqueiros corruptos, ele não tira apenas a comida, os remédios e a casa desses aposentados. Ele tira aquilo que eles têm de mais sagrado no final da vida: a dignidade. Um político que rouba os aposentados é capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro. Não esqueça disso nestas eleições. Político amigo de banqueiro corrupto é inimigo do povo”.
O investimento de mais de R$ 117 milhões realizado pelo IPREV Maceió durante a gestão do ex-prefeito JHC (PSDB) segue sendo alvo de questionamentos por parte de sindicatos de servidores, lideranças políticas e órgãos de controle. Entre as principais críticas está o fato de os recursos terem sido aplicados em Letras Financeiras do Banco Master, modalidade que não conta com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O caso também já motivou pedidos de investigação e representações encaminhadas a órgãos fiscalizadores. Desde que veio a público, o episódio passou a integrar o debate político em Alagoas e vem sendo explorado por diferentes grupos na pré-campanha para as eleições de 2026.
Por: Assessoria de Comunicação



