terça-feira, 04 de agosto de 2026

Jogador de 15 anos morto em Maceió após torneio de futebol não era alvo do ataque, diz polícia

Primeiros levantamentos da Polícia Civil indicam que atiradores dispararam contra grupo sem alvo fixo; adolescente não tinha envolvimento com crimes.

A Polícia Civil de Alagoas trabalha com a hipótese de que o jogador Micael Leandro da Silva, de 15 anos, não era o alvo do ataque ocorrido no último sábado (1º), após torneio de futebol, nas proximidades do Campo do Torrão, no Pontal da Barra, em Maceió. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Os primeiros levantamentos indicam que os criminosos atiraram contra o grupo que estava no local, sem escolher uma vítima específica. Até o momento, a investigação também não encontrou indícios de envolvimento do adolescente com atividades criminosas.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital instaurou um inquérito para esclarecer a dinâmica do crime e identificar os autores. Segundo o delegado Ueslei Lima, responsável pelo caso, as diligências tiveram início logo após a polícia ser informada do homicídio.

“Desde que tomamos conhecimento do fato, a DHPP vem realizando todas as diligências cabíveis para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis”, afirmou.

Os investigadores analisam imagens de câmeras de videomonitoramento, ouvem testemunhas e reúnem elementos que possam ajudar a reconstituir o ataque. A apuração também busca descobrir quem seria o possível alvo dos criminosos.

Parte das informações levantadas permanece sob sigilo para não prejudicar o trabalho policial. “Por se tratar de uma investigação em andamento, alguns detalhes não podem ser divulgados, a fim de não comprometer o trabalho policial”, explicou o delegado.

Equipes da Unidade de Atendimento de Local de Crime 1 (UALC 1), coordenadas por Ueslei Lima, realizaram os levantamentos iniciais no local.

Testemunhas contaram à Polícia Militar que Micael deixava o campo após uma partida e seguia em direção a um ônibus quando dois homens chegaram em uma motocicleta. Um deles atirou, e a dupla fugiu. O adolescente foi levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu.

Quem era o adolescente

Natural de Maceió, o jovem morava em São Paulo e havia retornado à capital alagoana para visitar os pais, residentes no Jacintinho.

O adolescente construía uma trajetória nas categorias de base do futebol. Aos 13 anos, conquistou títulos pelo CSA e, mais recentemente, teve passagens pelo Retrô, de Pernambuco, e pelo São Paulo FC, onde venceu a Copa Fictor Sub-15.

Micael planejava retornar ao futebol pernambucano e mantinha conversas para integrar as categorias de base do Bahia. Em entrevista à TV Pajuçara, o pai do jogador, Marcos Antônio Leandro, relembrou a trajetória do filho e cobrou rigor na investigação. “O sonho dele era só jogar bola. Cortaram o sonho do meu filho”, desabafou.

Marcos Antônio afirmou que o adolescente não tinha envolvimento com atividades ilícitas e demonstrou indignação com a forma como o ataque ocorreu em um espaço frequentado por jovens.

“Chegar na beira de um campo de futebol que só tem adolescentes que querem jogar bola e atirar no meio, sem saber quem é quem, e tirar a vida do meu filho”, lamentou.

O pai também pediu que os envolvidos sejam identificados e presos. “A minha indignação é essa. Eu não quero riqueza, não quero nada; só peço que a Justiça seja feita e peguem quem matou meu filho”, declarou.

A Polícia Civil pediu que informações sobre o crime sejam repassadas à DHPP ou ao Disque Denúncia, pelo número 181. A ligação é gratuita e o anonimato é garantido.

Fonte: Cada Minuto

 

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