quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Voo secreto de Trump: CIA detectou ameaça de lançamento de míssil contra Air Force One na Turquia, diz TV

Imprensa norte-americana afirmou que CIA detectou ameaça de que um míssil podia atingir Presidente afirmou que havia uma ameaça e que o avião usado por ele corria maior risco de ser atacado. Operação na Turquia envolveu caminhão e troca de aeronaves.

A ameaça de um míssil foi o que incitou a troca secreta de aviões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na volta de uma cúpula na Turquia no mês passado, segundo uma reportagem publicada nesta terça-feira (12) pela rede de TV CNN Internacional.

Com base em fontes do governo, a rede de TV afirma que a CIA detectou que um míssil poderia atingir o Air Force One, o avião presidencial dos Estados Unidos, onde Trump embarcaria. Por conta disso, o presidente norte-americano viajou em um avião menor da frota dos EUA que estava em Ancara.

Trump admite que fez voo secreto

Nesta semana, uma reportagem do jornal “The Washington Post” revelou que Donald Trump entrou em um caminhão de entrega de alimentos em uma operação secreta para que ele viajasse no avião de apoio sem que ninguém soubesse. Na terça-feira (11), Trump confirmou a missão secreta.

Segundo a reportagem, a CIA descobriu que o Irã sabia detalhes do paradeiro do presidente norte-americano e que, portanto, seria necessária a troca de avião.

Uma reportagem do jornal “The New York Times” também afirmou, a partir do relato de fontes, que a CIA detectou uma ameaça de ataque com míssil ao Air Force One. O jornal fala que o suposto plano envolvia o ataque com um míssil portátil, mas não especificou o tipo do artefato.

O governo norte-americano ainda não havia se pronunciado sobre a versão até a última atualização desta reportagem.

Trump confirma

Donald Trump confirmou na terça-feira (11) que trocou secretamente de avião ao deixar a Turquia no mês passado por questões de segurança. A jornalistas, ele afirmou que seguiu uma orientação do Serviço Secreto norte-americano.

Ao comentar o caso, Trump afirmou que não confia no Irã. O presidente também disse que recebe ameaças com muita frequência.

“Sigo o Serviço Secreto e os militares. Eles queriam que eu pegasse outro voo, outro avião, com o mesmo nível de segurança. Mas eles queriam que eu fizesse isso, então fiz. Faço o que eles mandam”, afirmou.

O presidente disse ainda acreditar que o C-32A usado no voo entre a Turquia e o Reino Unido estava mais exposto a um possível ataque do que o Air Force One que serviu como parte da operação para despistar a ameaça.

“Acho que corria um risco maior porque aquele seria o avião que, na minha opinião, eles teriam maior probabilidade de atacar”, disse. “Não confio no Irã.”

A declaração ocorre um dia depois de o jornal “The Washington Post” revelar detalhes da operação montada para retirar Trump da Turquia diante de uma ameaça de forças ligadas ao Irã.

Segundo o jornal, Trump embarcou no antigo Air Force One diante das câmeras no aeroporto de Ancara, mas foi transferido secretamente para um C-32A da Força Aérea dos Estados Unidos.

Para fazer a troca sem ser visto, o presidente foi escondido em um caminhão de transporte de alimentos que estava conectado ao Air Force One. O veículo deixou a aeronave presidencial e seguiu até o C-32A, estacionado nas proximidades.

Trump então deixou a Turquia no segundo avião em direção ao Reino Unido. O antigo Air Force One decolou depois com os jornalistas que acompanhavam o presidente e funcionários da Casa Branca.

A operação também levantou questionamentos sobre as medidas de segurança adotadas pelo governo americano.

Veículos de comunicação que tinham jornalistas a bordo do Air Force One criticaram o fato de a aeronave ter sido usada como uma espécie de isca, enquanto outros apontaram falta de transparência e de comunicação por parte da Casa Branca.

Os repórteres que estavam no avião relataram ainda que o Serviço Secreto determinou que as persianas das janelas fossem abaixadas durante a decolagem, uma orientação incomum fora de zonas de combate.

Questionado na ocasião sobre o motivo da ordem, segundo a AFP, Trump respondeu: “Porque vocês provavelmente estão em um voo perigoso, por causa dos canalhas com que temos que lidar. Se eu for, vocês também vão, certo? Talvez algum dia queiram mudar de profissão.”

Fonte: G1

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