quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Escândalos financeiros, perseguição à imprensa e pesquisas sob suspeitas dão o tom da campanha de JHC

Banco Master, apreensão de R$ 2 milhões em espécie, uso eleitoreiro de meios de comunicação, pesquisas questionadas e sucessivas ausências em debates colocam sob pressão a candidatura do ex-prefeito de Maceió na reta final das eleições.

A cinco dias das eleições, a campanha de João Henrique Caldas (PSDB) ao Governo de Alagoas chega à reta final marcada não apenas pela disputa eleitoral, mas por uma sucessão de episódios que levantaram questionamentos sobre sua atuação política e administrativa.

Os casos são distintos e estão em diferentes estágios de apuração, mas formam um conjunto incômodo para o candidato: aplicações do Iprev no Banco Master, suspeitas envolvendo meios de comunicação, decisões da Justiça Eleitoral sobre pesquisas, ausências em debates e, mais recentemente, a apreensão de R$ 2 milhões em espécie com funcionários de uma empresa contratada pela Prefeitura de Maceió.

O caso mais escandaloso envolve a aplicação de quase R$ 100 milhões realizada Iprev no Banco Master, de Daniel Vorcaro. Documentos tornados públicos durante a campanha registraram a movimentação financeira durante a gestão de JHC e passaram a mencionar possível envolvimento do então prefeito. A Justiça Federal também registrou que JHC era o responsável legal pelo município perante o Ministério da Previdência.

Noutro episódio mais recente envolvendo cifras na casa dos milhões, dois funcionários da Ceilurb, empresa que presta serviços à Ilumina – autarquia de iluminação pública de Maceió – foram detidos ao sacar R$ 2 milhões em dinheiro vivo.

O caso chamou atenção porque a empresa havia recebido R$ 8,5 milhões da Prefeitura nos nove dias anteriores e teve um passivo de R$ 212,2 milhões reconhecido em um Termo de Ajustamento de Gestão firmado três dias antes da saída de JHC da Prefeitura para disputar o Governo do Estado. O contrato também é alvo de investigação do Ministério Público de Alagoas.

Na área da comunicação, a situação também azedou para o candidato tucano. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) determinou a suspensão da programação regular de nove emissoras e o bloqueio de dez perfis de redes sociais em uma ação que investiga possível favorecimento à candidatura de JHC.

A Justiça Eleitoral também foi acionada pela divulgação de pesquisas no mínimo duvidosas. O TRE-AL determinou a remoção de conteúdos e a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral, em processo que também alcançou publicação feita por JHC.

Enquanto os números eram disputados, JHC também passou a ser cobrado pela ausência em espaços de confronto direto com o eleitor. O candidato faltou aos debates da Band Alagoas, da TV Ponta Verde/SBT e da TV Pajuçara/Record, além de não participar de sabatinas previamente programadas. Nesta terça-feira (29), há um novo e último encontro marcado com Renan Filho. Será que JHC fugirá mais uma vez?

Mais uma entre tantas perguntas até agora sem respostas do candidato, protagonista de uma campanha eleitoral marcada por investigações, decisões judiciais e controvérsias de naturezas distintas.

Por: Assessoria de Comunicação

 

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