Ministério Público da Bahia e Polícia Civil cumpriram mandados e apreenderam armas, munições, celulares e veículo durante ação.

Uma operação integrada do Ministério Público da Bahia (MPBA) e da Polícia Civil foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (18) para investigar um suposto esquema de fornecimento ilegal de armas de fogo e munições no município de Paulo Afonso.
Batizada de “Senhor das Armas”, a ação teve como um dos principais alvos o vereador Deivide Henrique (Avante), que atualmente exerce mandato na Câmara Municipal da cidade. Segundo o MPBA, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa ligada ao comércio ilegal de armamentos e munições, inclusive para integrantes de facções criminosas e policiais militares.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Conforme divulgado pelas autoridades, foram apreendidas três armas de fogo, uma carabina de pressão, 137 munições, 11 aparelhos celulares e um veículo.
As investigações apontam ainda que os suspeitos seriam responsáveis pelo fornecimento de armamentos de grosso calibre, incluindo armas calibre .50.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Norte), em conjunto com a 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Paulo Afonso e o Departamento de Polícia do Interior (Dirpin Norte). Mandados também foram cumpridos em quatro endereços localizados em Salvador.

Defesa do vereador nega irregularidades
Após a repercussão da operação, a defesa do vereador divulgou uma nota de esclarecimento afirmando que acompanhou integralmente a diligência realizada na residência do parlamentar e que Deivide Henrique colaborou “de forma tranquila, transparente e respeitosa” com as autoridades durante toda a ação.
Os advogados Silvio César e Wilana Vitória Lima afirmaram ainda que nenhum material ilícito, irregular ou indicativo de prática ilegal foi encontrado na residência do vereador.
A defesa destacou também que está analisando os elementos constantes nos autos e reforçou confiança nas instituições e no devido processo legal, ressaltando que o princípio constitucional da presunção de inocência deve ser respeitado.
As investigações seguem em andamento para aprofundar a apuração e identificar outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.



