quarta-feira, 03 de junho de 2026

Polícia Civil rebate acusações contra agente preso por matar colegas em Delmiro Gouveia

Corporação afirma que não encontrou registros de homicídios ou violência contra animais envolvendo Gildate Góes e diz que investigação segue em andamento.

Durante coletiva realizada nesta quarta-feira (20), na sede da Polícia Civil de Alagoas, em Maceió, a corporação rebateu declarações feitas pelo delegado sergipano Luciano Cardoso, tio do policial civil Yago Gomes Pereira, morto pelo colega de farda Gildate Góes Moraes Sobrinho, em Delmiro Gouveia.

Em entrevista à TV Pajuçara/RECORD, Luciano afirmou que Gildate já teria cometido outras execuções, incluindo a morte de um preso dentro de uma viatura e até de um animal. Segundo ele, o agente também apresentaria comportamento incompatível com a função policial.

No entanto, o delegado Sidney Tenório, integrante da comissão responsável pela investigação, afirmou que um levantamento realizado junto à Corregedoria da Polícia Civil apontou que Gildate responde a apenas quatro procedimentos administrativos ao longo de mais de 30 anos de carreira, nenhum relacionado a homicídio ou maus-tratos contra animais.

“Foi feito um amplo levantamento e não encontramos nenhum procedimento relacionado a homicídio, nem judicialmente e nem administrativamente”, declarou Sidney Tenório durante a coletiva.

A Polícia Civil também informou que, até o momento, não existem provas de que o agente possuía problemas psicológicos ou realizava tratamento psiquiátrico. De acordo com a corporação, familiares relataram que ele não utilizava medicamentos controlados e nunca havia solicitado afastamento por questões de saúde mental.

Ainda segundo a investigação, o termo “surto”, utilizado inicialmente após o crime, foi empregado de maneira coloquial pelos policiais que atenderam a ocorrência e não representa uma conclusão oficial da apuração.

Sobre a motivação do crime, a Polícia Civil afirmou que o caso segue sob investigação. Em depoimento, Gildate teria dito que não se lembra do momento em que atirou contra os colegas dentro da viatura.

O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira, quando os policiais retornavam de uma ocorrência em Delmiro Gouveia. Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes morreram ainda no local após serem atingidos por disparos efetuados pelo colega de equipe.

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