Corporação afirma que não encontrou registros de homicídios ou violência contra animais envolvendo Gildate Góes e diz que investigação segue em andamento.

Durante coletiva realizada nesta quarta-feira (20), na sede da Polícia Civil de Alagoas, em Maceió, a corporação rebateu declarações feitas pelo delegado sergipano Luciano Cardoso, tio do policial civil Yago Gomes Pereira, morto pelo colega de farda Gildate Góes Moraes Sobrinho, em Delmiro Gouveia.
Em entrevista à TV Pajuçara/RECORD, Luciano afirmou que Gildate já teria cometido outras execuções, incluindo a morte de um preso dentro de uma viatura e até de um animal. Segundo ele, o agente também apresentaria comportamento incompatível com a função policial.
No entanto, o delegado Sidney Tenório, integrante da comissão responsável pela investigação, afirmou que um levantamento realizado junto à Corregedoria da Polícia Civil apontou que Gildate responde a apenas quatro procedimentos administrativos ao longo de mais de 30 anos de carreira, nenhum relacionado a homicídio ou maus-tratos contra animais.
“Foi feito um amplo levantamento e não encontramos nenhum procedimento relacionado a homicídio, nem judicialmente e nem administrativamente”, declarou Sidney Tenório durante a coletiva.
A Polícia Civil também informou que, até o momento, não existem provas de que o agente possuía problemas psicológicos ou realizava tratamento psiquiátrico. De acordo com a corporação, familiares relataram que ele não utilizava medicamentos controlados e nunca havia solicitado afastamento por questões de saúde mental.
Ainda segundo a investigação, o termo “surto”, utilizado inicialmente após o crime, foi empregado de maneira coloquial pelos policiais que atenderam a ocorrência e não representa uma conclusão oficial da apuração.
Sobre a motivação do crime, a Polícia Civil afirmou que o caso segue sob investigação. Em depoimento, Gildate teria dito que não se lembra do momento em que atirou contra os colegas dentro da viatura.
O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira, quando os policiais retornavam de uma ocorrência em Delmiro Gouveia. Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes morreram ainda no local após serem atingidos por disparos efetuados pelo colega de equipe.



