Parceria entre movimento social, lideranças e prefeitura viabiliza espaço exclusivo para a prática de pega de boi no mato; projeto prevê calendário oficial de festividades rústicas.

A cultura do vaqueiro nordestino ganhou um importante suporte institucional nesta semana no Alto Sertão alagoano. O articulador Zé Neto, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), liderou uma série de reuniões com a comunidade de vaqueiros da região para apresentar um projeto de lei voltado à valorização da categoria e estruturar demandas práticas para o fortalecimento das tradições locais.
O desdobramento mais significativo dessa articulação resultou em uma conquista inédita para os municípios da região. Pela primeira vez na história do Sertão, a atividade de pega de boi no mato contará com um espaço fixo e regulamentado para o seu desenvolvimento, por meio do aluguel de uma propriedade rural dedicada à preservação dessa identidade cultural e de outras atividades.
O processo para a consolidação do espaço envolveu agendas estratégicas com lideranças políticas da região. Inicialmente, o grupo se reuniu com o prefeito Tiago Freitas, apresentando a pauta com a solicitação para que o poder público apoiasse a locação de uma área que pudesse centralizar as atividades ligadas à rotina dos vaqueiros.
Através do diálogo com a prefeitura local, intermediado por João Paulo, o contrato de aluguel de uma fazenda foi oficialmente assinado. A propriedade privada passará a funcionar como o ponto de referência para a realização dos eventos tradicionais de pega de boi na caatinga.
A viabilização da fazenda alugada visa dar estabilidade e segurança a práticas que antes ocorriam de forma dispersa e sem amparo logístico. Com o contrato firmado, os organizadores agora se concentram na elaboração de um calendário oficial de eventos para o município de Piranhas.
O cronograma técnico pretende estipular as datas principais para as festas de pega de boi no mato, desfiles de carros de boi e cavalgadas. A meta da coordenação é transformar essa fazenda em um polo de preservação da cultura sertaneja, movimentando o turismo e gerando entretenimento integrado à economia da zona rural de forma organizada.
Por: Redação ITNoticias.com.br



