Executado por homens encapuzados em ponto de mototáxi, trabalhador é investigado por suposta ligação com o tráfico de drogas na região do Litoral Sul.

O mototaxista Erick de Oliveira Costa, morto a tiros na noite dessa terça-feira (14), em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas, costumava compartilhar nas redes sociais registros da rotina profissional, momentos em família e mensagens de fé.
No perfil do Instagram, Erick publicava conteúdos ligados ao trabalho como mototaxista, com imagens da motocicleta usada no dia a dia e vídeos relacionados à atividade. As publicações também mostravam mensagens religiosas e reflexões pessoais compartilhadas com os seguidores.
O crime aconteceu nas proximidades de um ponto de mototáxi, na Avenida Guttemberg Breda Neto. Segundo a Polícia Militar de Alagoas, equipes da 9ª Companhia de Polícia Militar Independente foram acionadas após uma denúncia de homicídio e encontraram a vítima caída próxima aos bancos do estabelecimento, com marcas de disparos de arma de fogo.
Conforme relatos de testemunhas repassados aos militares, três homens armados e encapuzados chegaram ao local em um carro, renderam pessoas que estavam próximas e efetuaram diversos disparos contra Erick. Após a ação, os suspeitos fugiram.
A área foi isolada pela PM para o trabalho das equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica, que realizaram os procedimentos de perícia e recolhimento do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML).
A investigação deve apurar a motivação do homicídio. Informações iniciais levantadas pela polícia apontam que o crime pode ter relação com uma disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas na região. A PM também informou que Erick teria ligação com a facção criminosa “Tudo Neutro” e possível envolvimento com a distribuição de entorpecentes.
Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada dos suspeitos e a ação criminosa. O material deve ser utilizado pela Polícia Civil na investigação.
Informações que possam auxiliar na identificação dos envolvidos podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia, no número 181. O serviço garante o anonimato do denunciante.
Fonte: Cada Minuto



