Exames da Polícia Científica identificaram a presença de metomil, inseticida classificado pela OMS como altamente tóxico; investigação segue para esclarecer como ocorreu a contaminação.

A Polícia Científica de Alagoas confirmou que o metomil foi a substância encontrada nas amostras biológicas das vítimas do caso de intoxicação registrado no último fim de semana, no município de Pariconha, no Sertão de Alagoas. O episódio resultou na morte de uma pessoa e deixou outras hospitalizadas.
A informação foi divulgada por uma perita do Laboratório Forense da Polícia Científica, que explicou que as amostras foram encaminhadas ao setor de Toxicologia Forense logo após o registro da ocorrência, diante da gravidade dos casos.
Segundo a especialista, os exames tiveram como objetivo identificar o agente responsável pela intoxicação para auxiliar as equipes médicas na definição do tratamento mais adequado às vítimas.
As análises confirmaram a presença do metomil, um inseticida autorizado para comercialização no Brasil e utilizado em diversas culturas agrícolas, como feijão, milho e algodão. Apesar de ter venda permitida, a substância é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como altamente tóxica.
De acordo com a perita, o contato com o produto pode ocorrer pela pele ou por ingestão e provocar sérios danos ao organismo, incluindo dificuldade respiratória, podendo evoluir para parada respiratória e morte.
As circunstâncias em que as vítimas tiveram contato com a substância ainda são investigadas pela Polícia Civil de Alagoas. Até o momento, as autoridades não informaram se a intoxicação ocorreu de forma acidental ou criminosa.
A Polícia Científica informou que permanece à disposição das autoridades responsáveis pelo inquérito para a realização de novos exames, caso sejam necessários para o esclarecimento do caso.
Por: Redação ITNoticias.com.br



