Parlamentar apresenta pedido de vista, aponta preocupações com o impacto nos preços dos alimentos e defende maior diálogo com a categoria na Assembleia Legislativa.

A proposta de concessão do Complexo da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa/AL), em Maceió, foi debatida nesta quarta-feira (14), durante sessão especial na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), por iniciativa do deputado estadual Delegado Leonam (União Brasil). Comerciantes e representantes da categoria manifestaram preocupação com possíveis impactos da medida, especialmente em relação à permanência dos atuais permissionários e ao aumento dos preços dos alimentos.
O debate teve como foco o Projeto de Lei Ordinária nº 2123/2026, que autoriza o Governo de Alagoas a conceder o uso oneroso do complexo à iniciativa privada. A proposta prevê um contrato inicial de 30 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, totalizando até 60 anos. A empresa vencedora da licitação ficará responsável pela operação, manutenção, modernização, gestão e exploração econômica do espaço.
Durante a sessão, Delegado Leonam questionou a tramitação da proposta no final da gestão do governador Paulo Dantas e defendeu mais diálogo com os setores envolvidos antes da votação definitiva. “Uma decisão abrupta precisa ser tomada com diálogo, ouvindo os principais atores envolvidos e, principalmente, a população alagoana”, afirmou o parlamentar.
Ele também demonstrou preocupação com possíveis reflexos da concessão nos preços dos produtos comercializados na Ceasa. Leonam informou que pediu vista do projeto para ampliar o tempo de análise e dialogar com os demais parlamentares. O deputado também anunciou que pretende apresentar emendas para adequar a proposta à realidade da Ceasa, considerando as reivindicações dos comerciantes e os possíveis impactos para a população alagoana.
O advogado Márcio Rocha, representante da Associação dos Comerciantes da Ceasa (Asconcal), afirmou que a entidade identificou sete pontos que precisam de análise no projeto, incluindo questões jurídicas e sociais. Ele também questionou a ausência de audiência pública e afirmou que os setores envolvidos não teriam sido formalmente notificados para participar da discussão.
Fonte: Política Alagoana



