terça-feira, 27 de outubro de 2026

Sertão de Alagoas: Jovens fazem declarações criminosas contra comunidade LGBTQIAPN+ e proferem falas depreciativas contra eleitores de Lula; vídeos foram postados no Instagram

Gravações publicadas em redes sociais mostram ataques diretos à comunidade LGBTQIAPN+ e xingamentos preconceituosos contra manifestantes da reeleição de Lula em São José da Tapera e Pão de Açúcar.

A circulação de vídeos gravados em municípios do Sertão de Alagoas desencadeou uma onda de indignação ao expor declarações criminosas proferidas durante as comemorações do resultado eleitoral na região. O conteúdo das gravações, feitas em São José da Tapera e Pão de Açúcar, registra ataques diretos à comunidade LGBTQIAPN+ e ofensas de cunho preconceituoso direcionadas aos manifestantes que comemoravam a reeleição de Lula.

O primeiro episódio envolve uma publicação feita na ferramenta “Melhores Amigos” do Instagram. No vídeo, uma jovem grava a si mesma afirmando sentir “nojo” de pessoas homossexuais e utiliza termos pejorativos para atacar a comunidade LGBTQIAPN+, declarando aversão à orientação sexual alheia.

Já em um segundo registro gravado em via pública, mulheres filmam apoiadores políticos de Lula festejando nas ruas e proferem xingamentos contra as pessoas presentes. Na gravação, as autoras ridicularizam os manifestantes utilizando termos depreciativos associados a estereótipos sociais e raciais, referindo-se ao público com palavras como “pobre”, “preto” e “petista”.

As declarações divulgadas extrapolam a divergência político-partidária e violam as garantias fundamentais protegidas pela legislação brasileira. O uso de redes sociais ou de espaços públicos para proferir ataques contra a orientação sexual ou a cor de cidadãos não se enquadra na liberdade de expressão e configura prática criminosa.

No Brasil, atos de homofobia e transfobia são equiparados ao crime de racismo (Lei nº 7.716/1989), caracterizando-se como condutas inafiançáveis e imprescritíveis. Além disso, manifestações discriminatórias motivadas por preconceito de raça ou cor sujeitam os autores às sanções previstas no Código Penal.

Diante da gravidade dos conteúdos divulgados, a divulgação dos vídeos reforça a necessidade de atuação das autoridades policiais e do Ministério Público de Alagoas (MPAL) para a identificação formal das envolvidas e a adoção das medidas judiciais cabíveis.

Por: Thyara Ravelly, colaboradora do ITNoticias.com.br

Rolar para cima