Conflito entre vizinhos por manutenção de cercas termina com apreensão de espingarda; autor colaborou com a polícia e entregou arma voluntariamente.

Uma antiga desavença entre vizinhos por limites de terras e danos em cercas ganhou um capítulo dramático na manhã desta terça-feira (13), no povoado Riacho Seco, zona rural de Delmiro Gouveia. A guarnição do PELOPES foi acionada por um criador de gado que denunciou o ferimento de seus animais por disparos de arma de fogo. O denunciante apresentou fotografias das lesões nos bovinos e fragmentos de projéteis que ele mesmo afirmou ter retirado das feridas dos animais.
Segundo o relato da vítima, a principal suspeita recaía sobre seu vizinho, devido a um histórico de discussões causadas pela má conservação da cerca que divide as propriedades. O denunciante afirmou que o gado frequentemente invadia o terreno vizinho para se alimentar. Por outro lado, ao ser interpelado pelos militares, o proprietário do terreno adjacente alegou que o vizinho danificava a cerca propositalmente para que os animais consumissem seu capim, que é cultivado exclusivamente para fins comerciais, gerando prejuízo financeiro.
A situação tomou um rumo policial quando, durante a averiguação no terreno do suspeito, realizada com sua autorização voluntária, os agentes avistaram um “bisaco” (alforge de munições) pendurado no telhado da residência, objeto típico para o armazenamento de pólvora e chumbos. Questionado preventivamente sobre a posse de armamento para evitar que a desavença escalasse para algo mais grave, o homem de 44 anos admitiu possuir uma espingarda do tipo “soca-temperto” e decidiu entregá-la por livre e espontânea vontade à guarnição.
Diante da posse ilegal da arma de fogo, o proprietário foi conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Delmiro Gouveia para a realização do exame de corpo de delito e, posteriormente, encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. Como o autor demonstrou comportamento colaborativo durante toda a abordagem e não ofereceu resistência, não foi necessário o uso de algemas. O caso agora segue para os trâmites do Juizado Especial e da Polícia Judiciária, que investigará a correlação entre a arma apreendida e os disparos contra os animais.
Por: Thyara Ravelly (@revisoes_ravelly) – colaboradora do ITNoticias.com.br



