O detalhe que muda o jogo: embora Renan Calheiros seja o candidato natural do MDB ao Senado, Paulo Dantas já tem acordo político para migração ao PSD, o que lhe permitiria desincompatibilização até 4 de abril. Legalmente possível. Politicamente explosivo.

Até o dia 5 de abril, o meio político alagoano está em modo laboratório: todo mundo testando cenário, hipótese e nome para 2026. No plano nacional, a direita tenta decifrar quem terá musculatura para enfrentar Lula. Em Alagoas, o enigma é duplo: Governo e Senado seguem abertos, com mais perguntas do que respostas.
É nesse contexto que entra a primeira pesquisa eleitoral registrada em 2026 no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número AL-03974/2026, realizada pela TDL Pesquisa e Estratégia. E ela não chega tímida: testa, de forma inédita, o nome do governador Paulo Dantas para o Senado ao lado de Arthur Lira e Renan Calheiros.
No campo do Governo, a indefinição permanece. Renan Filho volta ou não ao jogo? JHC confirma candidatura? Nada está fechado.
É aí que a pesquisa TDL cumpre um papel estratégico: mapear possibilidades antes que elas virem fatos políticos consolidados. O nome de Paulo Dantas aparece após uma declaração pública do próprio Renan Calheiros, presidente do MDB, ao afirmar que Alagoas precisaria “retomar o desenvolvimento econômico”, leitura feita nos bastidores como uma crítica indireta ao atual governo estadual. Arthur é um dos favoritos e observa as movimentações no campo adversário.
O detalhe que muda o jogo: embora Renan Calheiros seja o candidato natural do MDB ao Senado, Paulo Dantas já tem acordo político para migração ao PSD, o que lhe permitiria desincompatibilização até 4 de abril. Legalmente possível. Politicamente explosivo.
A pesquisa, portanto, não antecipa decisão — antecipa debate. Testa cenários, mede elasticidade eleitoral e oferece munição para as conversas de bastidor que vão dominar os próximos dois meses.
A divulgação dos resultados está marcada para quarta-feira, dia 28. Até lá, o que existe é leitura fina: Alagoas entrou oficialmente no ano pré-eleitoral, e o Senado, ao que tudo indica, deixou de ser uma corrida previsível.
Quem achava que 2026 seria protocolar, já perdeu o timing.



