Suspeito acumula extenso histórico criminal e já cumpriu pena em presídio federal de segurança máxima.

A prisão de Henrique, conhecido como “Cabeça”, durante uma grande apreensão de drogas registrada em Delmiro Gouveia, reacendeu a atenção das forças de segurança para um nome já bastante conhecido no meio policial. O suspeito foi detido na noite da terça-feira durante uma operação do 9º Batalhão de Polícia Militar de Divisas, após denúncia anônima.
Segundo informações apuradas pelo IT Notícias, Henrique possui uma extensa ficha criminal, sendo investigado e acusado de envolvimento em crimes de alta complexidade, como roubos a bancos, ataques a carros-fortes e participação em ações atribuídas ao chamado Novo Cangaço, grupo criminoso que atuou fortemente em diversos estados do Nordeste.
Ao longo dos anos, o suspeito já foi alvo de operações da Polícia Federal e chegou a cumprir pena no presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, unidade destinada a presos considerados de alta periculosidade e liderança no crime organizado.
Prisões anteriores e reincidência
Esta não foi a primeira vez que Henrique foi preso em Delmiro Gouveia. Em uma ação anterior do BOPE da Polícia Militar de Alagoas, ele havia sido detido no bairro Novo, na Rua Joenilson da Silva, quando os policiais apreenderam uma grande quantidade de maconha e uma espingarda calibre 12.
Mesmo após passagens por unidades prisionais de segurança máxima, o suspeito voltou a ser investigado por envolvimento direto com o tráfico de drogas na região do Alto Sertão.
Ligação com facção criminosa
De acordo com as forças de segurança, Henrique é apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho, exercendo influência significativa no tráfico de entorpecentes e na articulação de atividades ilícitas. Durante a prisão mais recente, os policiais localizaram drogas do tipo cocaína e pasta base, enterradas no quintal do imóvel onde ele se encontrava.
A Polícia Militar estima que o material apreendido esteja avaliado em mais de R$ 50 mil, podendo ultrapassar R$ 100 mil, a depender da forma de comercialização.
Situação atual
Henrique “Cabeça” permanece preso no CISP de Delmiro Gouveia, mas deve ser transferido ainda nesta quarta-feira para o Sistema Prisional de Alagoas. As investigações continuam para identificar possíveis conexões e outros envolvidos no esquema criminoso.
Para o comando da Polícia Militar, a prisão representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça a intensificação das ações de segurança, especialmente no período pré-carnavalesco e durante o Carnaval.



