terça-feira, 16 de junho de 2026

Recém-nascido de 29 dias morreu por asfixia por sufocação, aponta laudo do IML

Exame realizado pelo Instituto Médico Legal de Arapiraca identificou sinais compatíveis com sufocação direta; caso segue sob investigação policial.

O Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca concluiu o exame tanatoscópico realizado em um recém-nascido de apenas 29 dias, que deu entrada já sem vida no Hospital Regional do Alto Sertão, no último sábado (13).

De acordo com a nota oficial divulgada pelo órgão, os achados periciais apontaram um conjunto de sinais anatomopatológicos compatíveis com asfixia por sufocação direta. O exame foi conduzido pelo médico-legista Dr. Francisco Pessoa.

Entre os sinais identificados durante a necropsia estão cianose cervicofacial, edema cerebral, pulmões hiperinsuflados e congestão do baço e do fígado, alterações consideradas compatíveis com quadro de privação de oxigênio.

Ainda segundo o IML, não foi encontrado qualquer corpo estranho na traqueia ou nas vias aéreas superiores da criança que pudesse justificar uma obstrução respiratória interna. Com isso, os elementos técnicos indicam que a morte pode ter sido provocada por um agente externo capaz de impedir a entrada de ar nos pulmões.

O laudo pericial completo já foi encaminhado à autoridade policial competente, que ficará responsável pela continuidade das investigações e pelo esclarecimento das circunstâncias da morte do bebê.

O caso gera grande comoção e deverá ser apurado pelas autoridades policiais.

O que diz o laudo de forma mais direta:

O laudo do IML indica que o bebê apresentou sinais de morte por falta de ar causada por algo externo, e não por engasgo interno ou alguma obstrução natural das vias respiratórias.

Segundo os peritos, não havia corpo estranho na traqueia ou nas vias aéreas. Por isso, os sinais encontrados, como alterações nos pulmões, cérebro e coloração da pele, são compatíveis com sufocação direta, ou seja, quando algo impede a entrada de ar nos pulmões.

Isso não define sozinho quem causou a morte nem em quais circunstâncias aconteceu. O laudo apenas aponta a causa provável da morte do ponto de vista técnico e pericial. Agora, cabe à polícia investigar o caso para esclarecer exatamente o que aconteceu e se houve crime.

Por: Redação ITNoticias.com.br

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