sexta-feira, 19 de junho de 2026

Caso Mônica: Justiça define nova data para júri popular de acusado de assassinato

Julgamento de Leandro Pinheiro Barros ocorrerá em Arapiraca após suspensão de pauta motivada por recursos da defesa.

Leandro Pinheiro Barros, acusado de assassinar a tiros a própria esposa, Mônica Gomes Cavalcante Alves, em São José da Tapera, no interior de Alagoas, será levado a júri popular no dia 9 de novembro. A nova data foi definida após o julgamento, que inicialmente estava marcado para o dia 18 de agosto, ter sido suspenso pela Justiça de Alagoas.

Em maio deste ano, o júri foi retirado da pauta após a defesa do réu recorrer de uma decisão judicial. À época, o juiz Rômulo Vasconcelos de Albuquerque, da 5ª Vara Criminal de Arapiraca — onde ocorrerá o Tribunal do Júri —, explicou que não poderia analisar os recursos da defesa devido ao pedido de desaforamento do processo.

Após a decisão, o processo deixou temporariamente a 5ª Vara Criminal e retornou para a Vara do Único Ofício de São José da Tapera, cidade onde o feminicídio aconteceu e onde a ação teve início, para análise do recurso da defesa.

Na decisão dessa última terça-feira (16), além de definir a nova data do júri, o magistrado determinou a adoção das providências administrativas necessárias para a realização da sessão, incluindo o pedido de fornecimento de alimentação aos participantes e a solicitação de apoio da Polícia Militar para garantir a segurança do local.

RELEMBRE O CASO

O feminicídio de Mônica Gomes Cavalcante Alves, de 26 anos, chocou Alagoas em junho de 2023 e teve grande repercussão dentro e fora do estado.

A jovem foi morta a tiros em via pública e teve o corpo abandonado em frente ao fórum de São José da Tapera. Horas antes do assassinato, Mônica havia gravado um vídeo relatando viver um relacionamento abusivo marcado por agressões físicas e psicológicas.

Nas imagens, registradas enquanto caminhava sozinha e aparentemente assustada por uma área escura, ela relatava estar tentando se esconder do companheiro e chegou a afirmar que, caso fosse encontrada morta, o responsável seria o marido.

Segundo as investigações, Mônica e Leandro haviam participado de uma festa no dia do crime. Após uma discussão, ele teria retornado à residência do casal, buscado uma arma de fogo e voltado para executá-la.

Depois do feminicídio, Leandro fugiu do país e permaneceu foragido por cerca de dez meses, até ser localizado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Posteriormente, ele foi preso e transferido para Alagoas.

O Ministério Público de Alagoas chegou a pedir o desaforamento do julgamento, argumentando que a forte repercussão do caso e o círculo de amizades do acusado em São José da Tapera poderiam comprometer a imparcialidade dos jurados.

Leandro responde por homicídio triplamente qualificado, incluindo feminicídio, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Fonte: THN1

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