Crimes ocorreram nos municípios de Itororó e Jeremoabo. A OAB Bahia acompanha as investigações e cobra rapidez na identificação e punição dos responsáveis.

A Bahia registrou, em um intervalo inferior a 15 dias, o assassinato de dois advogados, casos que geraram preocupação entre profissionais da advocacia e reforçaram os pedidos por uma resposta rápida das autoridades na elucidação dos crimes.
O primeiro caso ocorreu no dia 25 de julho, quando a advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, foi morta a tiros dentro da residência onde morava, no município de Itororó, no sudoeste baiano. Segundo a Polícia Civil, três homens armados e encapuzados invadiram o imóvel e efetuaram diversos disparos contra a vítima, que morreu no local.
Cláudia atuava nas áreas de Direito Civil, Direito do Consumidor e Direito da Família. Dias após o crime, as investigações apontaram que familiares da advogada haviam registrado um boletim de ocorrência por extorsão, após receberem ameaças relacionadas à cobrança de uma suposta dívida atribuída a um parente da vítima. A Polícia Civil também investiga informações de que a residência teria sido monitorada antes da execução.
O segundo homicídio foi registrado na última terça-feira (4), quando o advogado Diego Fraga foi assassinado no município de Jeremoabo, no norte da Bahia. As circunstâncias do crime ainda são apuradas pela Polícia Civil, que trabalha para identificar os autores e esclarecer a motivação.
Diante dos dois casos em curto intervalo de tempo, a violência contra profissionais da advocacia voltou a ser motivo de preocupação no estado. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) informou que acompanha as investigações e defende que ambos os crimes sejam esclarecidos com celeridade, garantindo a responsabilização dos envolvidos.



