Adolescente de 17 anos não quis revelar a identidade nem mostrar o rosto; segundo ela, bebê teria apresentado sinais de engasgo e casal tentou reanimá-la antes de levá-la à UPA.

A reportagem do IT Notícias conversou com exclusividade com a mãe da bebê de dois meses que morreu em Senador Rui Palmeira, no Médio Sertão de Alagoas. A adolescente tem 17 anos e, por ser menor de idade e para preservar sua identidade, não quis mostrar o rosto nem revelar o nome. Para esta reportagem, ela será identificada pelo nome fictício de Maria.
Durante a entrevista, Maria apresentou uma versão diferente daquela que levou o companheiro, Daniel Nunes da Silva, a ser preso e apontado como suspeito pela morte da criança. Segundo a adolescente, Daniel não teria matado a filha e o episódio teria ocorrido em meio a uma situação de desespero e falta de experiência para lidar com uma possível emergência envolvendo a bebê.
Mãe relata como tudo aconteceu
De acordo com o relato da mãe, no dia do episódio, a bebê estava sozinha no berço enquanto ela e Daniel estavam em outro momento da rotina da residência onde moravam.
A família vivia de favor em uma casa localizada em uma fazenda, onde Daniel trabalhava como ajudante, auxiliando nos cuidados com criações do proprietário.
Segundo Maria, em determinado momento, ela e o companheiro ouviram o choro da criança e um grito que consideraram estranho. Ao entrarem no local onde a bebê estava, teriam percebido que ela apresentava sinais que, na avaliação deles, seriam compatíveis com um possível engasgo.
Diante da situação, os dois tentaram ajudar a criança. Ainda conforme a mãe, foram realizadas algumas tentativas para desengasgá-la, incluindo procedimentos na região da barriga. Daniel também teria tentado realizar respiração boca a boca na bebê.
Tentativa de atendimento
Maria contou que, diante da dificuldade para reanimar a criança, eles buscaram orientação junto à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Ainda segundo a adolescente, houve dificuldade relacionada ao transporte da bebê até a unidade de saúde. Posteriormente, a criança foi levada à UPA, onde os profissionais constataram o óbito.
A causa exata da morte deverá ser esclarecida pelos procedimentos periciais e pela investigação conduzida pelas autoridades competentes.
Mãe relata quedas anteriores
Durante a entrevista exclusiva ao IT Notícias, Maria também afirmou que a bebê havia caído algumas vezes da cama antes do episódio que resultou em sua morte.
Segundo ela, em determinadas ocasiões, a criança teria apresentado sinais de dor em uma das pernas. A adolescente relatou que percebia a reclamação de dor principalmente durante a troca de fraldas.
Maria afirmou, entretanto, que mantinha os cuidados habituais com a filha, incluindo os procedimentos após a amamentação, como colocá-la para arrotar.
“Ele não matou minha filha”, afirma mãe
Ao final da entrevista, Maria declarou que não acredita que Daniel tenha assassinado a filha.
Segundo a adolescente, o companheiro não seria um criminoso e, na avaliação dela, a situação pode ter ocorrido em razão de falta de experiência diante de uma emergência envolvendo a criança.
A declaração é uma manifestação da mãe da bebê e será confrontada com os demais elementos reunidos durante a investigação.
Daniel permanece preso
Daniel Nunes da Silva permanece preso no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP-3) em Santana do Ipanema, em uma cela isolada, e à disposição da Justiça. As circunstâncias da morte da bebê ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.



