Com repercussão nacional, reportagem indica que João Felipe Borges, secretário de Finanças de Maceió, é alvo de medida para análise de dados bancários, fiscais e telemáticos.

A repercussão nacional do caso envolvendo o Iprev e o Banco Master ganhou nova reverberação. Nesta terça-feira (15), o jornal O Globo publicou reportagem sobre o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do secretário municipal de Finanças de Maceió, João Felipe Borges, pela Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações sobre as aplicações do fundo previdenciário na instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro.
A informação consta de novos documentos do inquérito obtidos e divulgados pelo jornal, que mostram o avanço das investigações sobre a participação de agentes públicos nas operações que levaram o Iprev a aplicar R$ 97 milhões no Banco Master durante a administração de JHC.
Segundo O Globo, a medida recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) e determina a análise dos dados de João Felipe Borges entre janeiro de 2023 e março de 2026. O secretário integrava, à época dos investimentos, o Conselho de Administração do Iprev, órgão responsável, entre outras atribuições, por aprovar políticas e diretrizes de investimento.
Com isso, o cerco começa a apertar para o candidato João Henrique Caldas. O texto assinado por Felipe Gelani indica que JHC pode entrar em definitivo na mira do Ministério Público Federal (MPF). Segundo relata, o órgão “considera possível aprofundar a apuração sobre a conduta de JHC, que era o responsável legal pelo instituto perante o Ministério da Previdência e tinha poder para nomear e exonerar sua direção”.
A linha de investigação tende a analisar o papel do ex-prefeito na aplicação de R$ 97 milhões pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) ao banco Master durante a sua gestão. “Na nova documentação, o MPF considera que a posição institucional de JHC e seu poder sobre a direção do Iprev justificam o aprofundamento da investigação”, assinala O Globo.
Por: Assessoria de Comunicação


