sexta-feira, 05 de junho de 2026

Justiça da Bahia recebe denúncia contra PM de Sergipe acusado pela morte de Diego Amaro e mantém prisão preventiva

Policial passa oficialmente à condição de réu por homicídio triplamente qualificado; caso seguirá os trâmites do Tribunal do Júri.

 

O caso envolvendo a morte de Diego Amaro avançou para uma nova etapa na Justiça. O Ministério Público do Estado da Bahia denunciou o policial militar de Sergipe, Anselmo Fernandes Gonçalves, pelo crime de homicídio triplamente qualificado. A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Paulo Afonso, no interior baiano.

Com a decisão judicial, o acusado deixa de ser apenas investigado e passa a responder formalmente a uma ação penal na condição de réu.

Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos durante a investigação apontam indícios de que o crime teria sido cometido com circunstâncias consideradas qualificadoras pela legislação penal brasileira. A acusação será analisada ao longo do processo judicial, respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Além do recebimento da denúncia, a Justiça também determinou a conversão da prisão temporária em prisão preventiva. Na prática, isso significa que o policial deverá permanecer preso enquanto o processo segue em andamento.

Na decisão, o magistrado fundamentou a medida na necessidade de garantir a ordem pública e assegurar o andamento da instrução criminal, etapa em que são produzidas provas, ouvidas testemunhas e realizados os demais procedimentos do processo.

As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil da Bahia, por meio da autoridade policial de Glória/BA. Conforme informações apuradas, o inquérito reuniu um conjunto de provas documentais e depoimentos relacionados à dinâmica do crime e à suposta participação do acusado.

Com o recebimento da denúncia, o caso passa a seguir o rito do Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida, como homicídio.

Apesar do avanço processual, o julgamento pelo júri popular ainda não ocorre de forma imediata. Antes disso, haverá a fase de instrução processual, quando defesa e acusação poderão apresentar provas, testemunhas e argumentos perante a Justiça.

Ao final dessa etapa, caberá ao Judiciário decidir se o réu será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

O caso teve grande repercussão e segue sendo acompanhado por familiares, amigos da vítima e pela população da região.

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