sábado, 05 de setembro de 2026

EXCLUSIVO: mãe de bebê de dois meses fala ao IT Notícias e contesta versão de que companheiro teria matado a filha

Adolescente de 17 anos não quis revelar a identidade nem mostrar o rosto; segundo ela, bebê teria apresentado sinais de engasgo e casal tentou reanimá-la antes de levá-la à UPA.

A reportagem do IT Notícias conversou com exclusividade com a mãe da bebê de dois meses que morreu em Senador Rui Palmeira, no Médio Sertão de Alagoas. A adolescente tem 17 anos e, por ser menor de idade e para preservar sua identidade, não quis mostrar o rosto nem revelar o nome. Para esta reportagem, ela será identificada pelo nome fictício de Maria.

Durante a entrevista, Maria apresentou uma versão diferente daquela que levou o companheiro, Daniel Nunes da Silva, a ser preso e apontado como suspeito pela morte da criança. Segundo a adolescente, Daniel não teria matado a filha e o episódio teria ocorrido em meio a uma situação de desespero e falta de experiência para lidar com uma possível emergência envolvendo a bebê.

Mãe relata como tudo aconteceu

De acordo com o relato da mãe, no dia do episódio, a bebê estava sozinha no berço enquanto ela e Daniel estavam em outro momento da rotina da residência onde moravam.

A família vivia de favor em uma casa localizada em uma fazenda, onde Daniel trabalhava como ajudante, auxiliando nos cuidados com criações do proprietário.

Segundo Maria, em determinado momento, ela e o companheiro ouviram o choro da criança e um grito que consideraram estranho. Ao entrarem no local onde a bebê estava, teriam percebido que ela apresentava sinais que, na avaliação deles, seriam compatíveis com um possível engasgo.

Diante da situação, os dois tentaram ajudar a criança. Ainda conforme a mãe, foram realizadas algumas tentativas para desengasgá-la, incluindo procedimentos na região da barriga. Daniel também teria tentado realizar respiração boca a boca na bebê.

Tentativa de atendimento

Maria contou que, diante da dificuldade para reanimar a criança, eles buscaram orientação junto à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

Ainda segundo a adolescente, houve dificuldade relacionada ao transporte da bebê até a unidade de saúde. Posteriormente, a criança foi levada à UPA, onde os profissionais constataram o óbito.

A causa exata da morte deverá ser esclarecida pelos procedimentos periciais e pela investigação conduzida pelas autoridades competentes.

Mãe relata quedas anteriores

Durante a entrevista exclusiva ao IT Notícias, Maria também afirmou que a bebê havia caído algumas vezes da cama antes do episódio que resultou em sua morte.

Segundo ela, em determinadas ocasiões, a criança teria apresentado sinais de dor em uma das pernas. A adolescente relatou que percebia a reclamação de dor principalmente durante a troca de fraldas.

Maria afirmou, entretanto, que mantinha os cuidados habituais com a filha, incluindo os procedimentos após a amamentação, como colocá-la para arrotar.

“Ele não matou minha filha”, afirma mãe

Ao final da entrevista, Maria declarou que não acredita que Daniel tenha assassinado a filha.

Segundo a adolescente, o companheiro não seria um criminoso e, na avaliação dela, a situação pode ter ocorrido em razão de falta de experiência diante de uma emergência envolvendo a criança.

A declaração é uma manifestação da mãe da bebê e será confrontada com os demais elementos reunidos durante a investigação.

Daniel permanece preso

Daniel Nunes da Silva permanece preso no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP-3) em Santana do Ipanema, em uma cela isolada, e à disposição da Justiça. As circunstâncias da morte da bebê ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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