Em entrevista à TV Gazeta, candidato criticou judicialização contra jornalistas e o silêncio de JHC sobre os R$ 97 milhões do Iprev repassados ao Banco Master.

O candidato ao Governo de Alagoas Renan Filho (MDB) defendeu nesta sexta-feira (4) uma investigação rigorosa sobre o repasse de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Maceió (Iprev) ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Em entrevista à TV Gazeta, Renan Filho criticou ainda a estratégia do adversário, João Henrique Caldas (PSDB), ex-prefeito de Maceió, de usar a judicialização para intimidar jornalistas.
“Essa crise criada pelo Banco Master tem um braço aqui muito forte”, afirmou Renan Filho, defendendo investigação rigorosa sobre as circunstâncias da aplicação e a responsabilização de eventuais envolvidos. “Isso precisa ser apurado, responsabilizado”.
O candidato também relacionou o episódio local à crise institucional envolvendo o Banco Master em Brasília. Para ele, as investigações devem avançar independentemente de quem esteja envolvido e o momento deve abrir espaço para mudanças estruturais no sistema de Justiça.
“Essa crise do Supremo Tribunal Federal precisa ensejar uma reforma ampla do Judiciário brasileiro. Ela precisa garantir investigação profunda e responsabilização”, defendeu.
Renan Filho lembrou que JHC recorre sistematicamente à Justiça contra jornalistas e veículos que lhe fazem críticas como gestor. “Ele não dá uma entrevista, não participa de uma sabatina, não vai a debates. Ele só fala na proteção do cercadinho, que é a rede social”, criticou.
“A imprensa livre é pilar democrático. A democracia é barulhenta, é ruidosa, tem diferenças e as expõe, mas esse ruído é muito melhor do que o silêncio da ditadura”, afirmou.
Ao final, Renan Filho voltou a associar liberdade de imprensa, transparência e democracia. “Alagoas precisa de um governador que esteja aberto ao diálogo, que apresente propostas, que respeite a democracia e, sobretudo, a opinião livre da imprensa alagoana”, concluiu.
Por: Assessoria de Comunicação


