Em discurso marcado por dor, indignação e cobrança pública, tia da vítima afirmou que a família não vai se calar; caso tem como investigado um policial militar do Estado de Sergipe, custodiado no presídio militar em Aracaju/SE.

A sessão da Câmara Municipal de Piranhas que concedeu moção de pesar em memória de Diego Amaro foi marcada por forte comoção e por um contundente apelo por justiça feito pela família da vítima. Em nome dos familiares, a tia de Diego ocupou a tribuna e transformou a homenagem em um momento de memória, denúncia e cobrança pública por responsabilização.
Em determinado momento de sua fala, ela resumiu o sentimento da família em uma frase que deu o tom do pronunciamento: “Hoje não falamos apenas de saudade, falamos de justiça.”
Ao longo do discurso, a familiar destacou que a dor da perda não pode ser respondida com silêncio. Em uma das passagens mais impactantes, afirmou: “Uma vida foi interrompida da forma cruel e silenciosa. O silêncio não pode ser resposta.”
A fala também resgatou a imagem de Diego como um homem de família, lembrado pelos parentes como alguém próximo, sonhador e querido. Ao descrevê-lo, a tia declarou: “Diego era um ser extraordinário”, reforçando o sentimento de que a família não perdeu apenas um ente querido, mas viu uma trajetória de vida ser interrompida de forma brutal.
Em outro trecho de forte apelo emocional, ela afirmou que a luta da família continuará até que o caso tenha resposta concreta. “Que a dor se transforme em voz, que a memória se transforme em luta”, disse, ao prometer que o nome de Diego seguirá sendo lembrado.
O pronunciamento também trouxe um dos momentos mais comoventes da sessão, quando a tia relatou o sofrimento da filha de Diego. Segundo ela, a criança teria dito que não queria olhar para o céu e ver estrelas, porque queria ver o pai. O relato emocionou os presentes e reforçou a dimensão humana da perda vivida pela família.
A familiar ainda afirmou que o caso não pode ser reduzido a mais um número. “Que Diego não seja apenas um para ficar na estatística”, declarou, ao defender que a morte do sobrinho se torne símbolo de cobrança por justiça e de alerta para que outras famílias não atravessem a mesma dor.
Em tom de indignação, a tia também deixou claro que os familiares pretendem manter a mobilização pública. “Nós não iremos calar”, afirmou em outro momento de sua fala.
O caso, segundo informações já divulgadas publicamente, tem como investigado um policial militar do Estado de Sergipe, atualmente custodiado no presídio militar em Aracaju/SE. A cobrança feita pela família durante a sessão foi para que o investigado responda sem privilégio e na forma da lei.
A moção de pesar, que inicialmente simbolizava um gesto institucional de solidariedade, acabou se tornando também um espaço de clamor público. A fala da tia de Diego Amaro reuniu luto, revolta e esperança, e deu à homenagem um sentido mais amplo: o de transformar a dor da família em uma voz permanente por justiça.
Por: Assessoria de Comunicação


