quarta-feira, 05 de agosto de 2026

Após operação da Polícia Federal, conduções à delegacia não têm relação direta com investigação sobre suposto esquema eleitoral

Suspeitos foram levados à Polícia Civil apenas por posse irregular de armas encontradas durante buscas; todos pagaram fiança e foram liberados.

Depois da divulgação da operação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira (4), surgiram dúvidas sobre a situação das pessoas conduzidas à Delegacia da Polícia Civil durante o cumprimento dos mandados judiciais.

Conforme apurado pela reportagem do IT Notícias, as conduções não ocorreram por envolvimento no suposto esquema de corrupção eleitoral investigado pela Justiça Eleitoral.

Os mandados de busca e apreensão tinham como objetivo recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar nas investigações. Durante as diligências realizadas nas residências de um vereador, de um ex-vice-prefeito de Olho d’Água do Casado e de um familiar de um ex-prefeito de Inhapi, os policiais federais localizaram armas de fogo sem o devido registro.

Diante da situação constatada no momento das buscas, os três foram conduzidos à Delegacia da Polícia Civil para a adoção dos procedimentos legais relacionados exclusivamente às armas apreendidas. Após o pagamento de fiança, todos foram liberados e responderão ao procedimento em liberdade.

A reportagem também apurou que essas pessoas não integram o grupo de investigados apontados pela decisão judicial. Os imóveis foram alvo das buscas porque seus ocupantes aparecem citados na representação apresentada pela Polícia Federal, circunstância que motivou o cumprimento dos mandados em seus endereços.

Já a investigação principal segue sob responsabilidade da Justiça Eleitoral e apura a suspeita de um esquema de corrupção eleitoral envolvendo a utilização da estrutura do Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia.

O processo tramita sob segredo de justiça. Em respeito ao sigilo judicial, o IT Notícias não divulga a identidade das pessoas formalmente investigadas na decisão e reforça que todos os envolvidos têm garantidos o direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.

Por: Redação ITNoticias.com.br

 

 

 

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